
RÁDIO PATRULHA POTIGUAR:
A “Rita Pavone” nas ruas de Natal
Sabemos que hoje não existe mais nas Unidades Operacionais a “figura” da Rádio Patrulha, mas resolvemos prestar homenagem à implantação do policiamento radiomotorizado na PMRN.
Há 46 anos executando o policiamento ostensivo motorizado no Rio Grande do Norte, a Companhia de Rádio Patrulha (CRP), que nasceu com esse nome, teve suas atividades iniciadas na cidade de Natal no dia 1º de junho de 1965. A RP desenvolveu um serviço de atendimento ao público de modo complexo. Havia o combate e repressão aos considerados perturbadores da tranquilidade pública, bem como ao ilícito penal; o apoio ao trabalho da Companhia do Corpo de Bombeiros; a presença na fiscalização do trânsito no espaço urbano, inclusive, chegava a realizar perícia; e, mormente, prestava auxílio ao público carente, no pronto atendimento das emergências do dia-a-dia de Natal.
No final de 1965, a RP apresentava um efetivo de 64 (sessenta e quatro) homens, 2 (dois) Oficiais, 7 (sete) Sargentos, 6 (seis) Cabos e 49 (quarenta e nove) Soldados. No início dos anos de 1970, o efetivo já contava com cerca de 300 (trezentos) homens. Os patrulheiros eram selecionados para receberem as instruções necessárias a fim de executarem o policiamento ostensivo com apoio de tecnologia. Esses policiais militares eram treinados em Ordem Unida, Educação Física (prática de esporte), Polícia (Ação da Rádio Patrulha), Instrução Geral, Armamento e Tiro, Português, Matemática, Geografia e Higiene Militar.
A RP utilizava, naquele período, 8 (oito) veículos com rádio comunicação, sendo 1 (uma) viatura tipo Jeep para o comando, 6 (seis) viaturas tipo Rural para o serviço operacional e 1 (uma) Pick-Up para a distribuição do efetivo do Pelotão de Policiamento Ostensivo (PPO), o qual foi criado em 1968 como processo a pé.
Quando a imprensa natalense observou as iniciais estampadas nas viaturas RP-1, RP-2 até RP-6 batizou-as de “Rita Pavone” (cantora italiana que fazia sucesso naquela época).
Portanto, essa forma de trabalho da CRP, percebida por meio de fontes documentais e testemunhais, significa que ela trouxe uma dinamização ao serviço operacional da Polícia Militar. Na transição dos anos de 1960 para os de 1970, a Corporação já possuía o Policiamento Motorizado, a Pé, de Trânsito e de Choque, também foi implantado o serviço com apoio de cães (Canil). Tudo isso desenvolvido e colocado em prática a partir da base de especialização, que era a Rádio Patrulha.
Assim, a “Rita Pavone” potiguar fez emergir as relações complexas entre a polícia e o público na temporalidade histórica do cotidiano da cidade.
Texto extraído da Monografia Rádio Patrulha: policiamento ostensivo e tecnologia na cidade de Natal (1965-1970), de autoria de Arlan Eloi Leite da Silva, Soldado da PMRN, lotado no CFAPM, apresentada na UFRN, em 2008, para conclusão da graduação de licenciatura e bacharelado em História.
FONTE: SITE DO GOVERNO DO RIO GRANDE DO NORTE - LINK DA GLORIOSA E AMADA PMRN
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